quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

LEIS QUE REGEM NOSSO COTIDIANO


1 - LEI DA PROCURA INDIRETA:

1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra.

2. Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

2 - LEI DA TELEFONIA:

1. Quando te ligam: se você tem caneta, não tem papel. Se tem papel, não tem caneta. Se tem ambos,...ninguém te liga.

2. Quando você liga pra número errado, ele nunca está ocupado.

Parágrafo único: Todo corpo mergulhado numa banheira ou debaixo do chuveiro faz tocar o telefone.

3 - LEI DAS UNIDADES DE MEDIDA:

Se estiver escrito "Tamanho único", é porque não serve em ninguém, muito menos em você...

4 - LEI DA GRAVIDADE:

Se você consegue manter a serenidade enquanto à sua volta todos estão perdendo a cabeça, certamente você não está entendendo a gravidade da situação ou já encontrou alguém para colocar culpa.

5 - LEI DOS CURSOS, PROVAS E AFINS:

80% da prova final será baseada na única aula a que você não compareceu ou baseada no único livro que você não leu.

6 - LEI DA QUEDA LIVRE:

1. Qualquer esforço para agarrar um objeto em queda, provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente.

2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do tapete.

7 - LEI DAS FILAS E DOS ENGARRAFAMENTOS:

A fila do lado sempre anda mais rápido.

Parágrafo único: Não adianta mudar de fila, a outra será sempre mais rápida.

8 - LEI DA RELATIVIDADE DOCUMENTADA:

Nada é tão fácil quanto parece nem tão difícil quanto a explicação do manual.

9 - LEI DO ESPARADRAPO:

Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

10 - LEI DA VIDA:

1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.

2. Tudo que é bom na vida é ilegal, imoral, engorda ou engravida.

11 - LEI DA ATRAÇÃO DE PARTÍCULAS:

Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

ESPERANÇA

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é
ES-PE-RAN-ÇA...

Mário Quintana

Então é Natal... E o que você fez?

O ano termina
E nasce outra vez

Não consigo sentir melodia nessa canção. A ideia que dela remete é de lamúrias e tristeza. Sem desprezar a letra, que objetiva colocarmos a mão na consciência e pensar e repensar sobre o ano que está se acabando, toda nostalgia que está envolvida no seu sentido não combina com o clima de festas, despedidas ou reencontros.

2009 acabou, praticamente.
E o que você fez?
Foi  útil para alguém?
Fez alguma pessoa feliz?
Valorizou quem te ama, amou quem te valoriza?
Um filósofo paulista, Mário Sérgio Cortella, lançou um livro baseando-se na pergunta: Se você morresse hoje, que falta faria?
Já pensaste nisso?

Não consigo pensar agora no que já passou. Afinal, já passou. Quero pensar no que está por vir, planos, projetos. Mas a pergunta é persistente, o pensamento reincidente. Ainda tenho três dias para filosofar, me lamuriar e me consolar. porque 2010 está logo ali...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O caso da chupeta perdida

Passo Fundo, alguma sexta-feira do mês de novembro de 2009.

Uma aluna estava chorando. Meu coração entrou em prantos junto com ela. O motivo pouco importa. Para qualquer adulto que se diz normal diria se tratar de uma bobagem sem cabimento. O bico da boneca sumiu: e daí? Compra um novo, brinca sem ele, a boneca não está sentindo nada com essa perda. Mas a menina sim, e estava inconsolável. Confiando na capacidade de bom comportamento da turma, os deixei brincando em sala de aula (porque a brincadeira faz parte da rotina da sexta-feira) e juntas, eu e a menina, saímos pelos corredores e pátios da escola a procura do objeto que sumiu. Refizemos os passos tal qual Sherlock Holmes segue pistas. E nada. Não havia mais nada que estivesse ao meu alcance a fazer por ela. Abracei-a com força e prometi conversar com a mana na hora do recreio, explicar o ocorrido, e assim ninguém iria culpá-la pelo que aconteceu. E foi exatamente no recreio que toda a situação foi resolvida: A mana a recordou que o brico da boneca ficou em casa, em cima do sofá. E a expressão que antes era de desespero deu lugar a um sorriso de alívio. E a menina correu feliz para brincar com os seus amigos.



É, mas muita gente que se diz séria não entenderia a gravidade da situação. Como diria o Pequeno Príncipe, os adultos são assim mesmo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ética na educação


Ética na educação

O tema da redação da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio instigou os estudantes de todo o Brasil a falarem sobre a ética. O indivíduo frente à ética nacional. E como refletir o assunto sem sequer pensar em nossos governantes?
O próprio ENEM pode ser tomado como base para a discussão: o programa, que tem intrínseco em seu caráter o objetivo de garantir o acesso ao ensino superior àqueles que não teriam condições próprias para isso, transformou-se em um concurso eliminatório, que reforça o descaso dos nossos representantes para com a educação. De nada adianta transferir para uma prova, uma bolsa de estudos, a responsabilidade pela educação de base precária. Essa pode ser encarada como uma medida provisória, mas não a solução propriamente dita. A melhor maneira de se obter bons resultados seria oferecer as condições mínimas para uma educação de qualidade desde o início do Ensino Fundamental até o fim do Ensino Médio, seja ele particular ou público. A maior parte das pessoas que buscam uma bolsa do governo para custear os estudos universitários provém deste segundo grupo citado. Mas é isso que de fato acontece?
Estudantes com melhores condições, que puderam dedicar-se inteiramente aos estudos para a realização das provas dos últimos dias cinco e seis, por vezes até em cursinhos pré-vestibulares, certamente obtiveram melhores resultados. Mas o objetivo implícito neste exame não é o de avaliar o rendimento perante os conhecimentos obtidos durante o Ensino Médio? Os alunos que realizaram o teste baseando-se apenas neste princípio não sairão prejudicados?
Espero, como estudante, que a maneira de avaliar os alunos brasileiros se torne mais justa para todos os que dela participam. Que as avaliações percam o caráter eliminatório que assumiram, e se tornem colaboradoras da massa jovem que busca acesso ao ensino superior. Assim como eu.

Bruna Fernanda Suptitz

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ENEM 2009

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA OS DIAS DE REALIZAÇÃO DAS PROVAS

  • Confira atentamente o seu nome e o número do seu CPF constantes no CARTÃO-RESPOSTA: É obrigatória a devolução do CARTÃO-RESPOSTA ao Aplicador ao final do exame;
  • Nos dias de realização de prova apresente este Cartão de Confirmação de Inscrição; não será válido o cartão anterior, impresso em papel na cor branca;
  • Nos dias de realização de prova, o participante deverá comparecer ao local de realização da prova munido do(a):
    I - Cartão de Confirmação de Inscrição;
    II - Cartão-Resposta do questionário socioeconômico.
    III - caneta esferográfica de tinta preta ou azul;
    IV - original de um dos seguintes documentos de identidade:
    a) carteiras expedidas pelos Comandos Militares, Secretarias de Segurança Pública, Institutos de Identificação e pelos Corpos de Bombeiros Militares;
    b) carteiras expedidas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional(ordens, conselhos, etc.);
    c) passaporte brasileiro;
    d) certificado de reservista;
    e) carteiras funcionais expedidas por órgão público que, por lei federal, valham como identidade; carteira de trabalho; carteira nacional de habilitação(somente modelo com foto).
  • Para os dois dias de realização de prova apresente-se ao local de prova com antecedência de uma hora, observando o horário oficial de Brasília. Atenção à hora de verão e(ou) fuso horário;
  • Nos dias de realização de prova o participante deverá marcar no CARTÃO-RESPOSTA, em campo específico, a COR DA CAPA DO CADERNO DE QUESTÕES, não sendo permitida mais de uma ou nenhuma marcação;
  • Durante a realização da prova, não será admitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os participantes, nem a utilização de livros, manuais, impressos ou anotações, máquinas calculadoras e agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, pagers, bip, walkman, gravador, mp3 ou superior, relógio com calculadora, canetas eletrônicas ou qualquer outro receptor ou transmissor de mensagens;
  • Leve caneta esferográfica de tinta preta ou azul, preferencialmente fabricada em material transparente;
  • O CARTÃO-RESPOSTA do QUESTIONÁRIO SOCIOECONÔMICO deve ser entregue preenchido no primeiro dia de aplicação da prova. As perguntas a serem respondidas nesse cartão estão no Manual do Inscrito e no sítio do INEP: www.enem.inep.gov.br.

Fonte: INEP
http://www.enem.inep.gov.br/

...

Feliz de quem atravessa a vida tendo sempre mil razões para viver.

...pois é preciso viver como se pensa do contrário se acabará por pensar como se tem vivido.

Tudo que é apenas suficiente, nunca é o bastante....

As pessoas, elas não são contra você, são a favor delas mesmas.

Você talvez não terá tudo que quer, mas pode procurar.

A única pessoa que pode detê-lo é você mesmo.

domingo, 22 de novembro de 2009

A sociedade e o consumo

Com o texto a seguir conquistei reconhecimento pessoal, autoafirmação e uma bolsa de estudos integral no curso pré-vestibular do Colégio Unificado (POA). Como disse o Editor Chefe do jornal Zero Hora, parceiro na realização do concurso, o esforço foi recompensado. Dedicação; que não se confunda com sacrifício.

A dificuldade foi significativa, o nervosismo e a pressão psicológica criada por mim mesma eram demasiadas grandes, a ponto de realmente atrapalharem, e por pouco não interferiram no resultado final do processo. Apesar da insegurança e do bloqueio em relação ao tema proposto, a gana de alguém que deseja ir muito mais além do que se possa imaginar fez a diferença naquele momento.

Este texto foi por mim produzido na tarde de 16 de maio deste mesmo ano, na reta final de um concurso concurso nomeado RedAÇÃO ZH. 

A sociedade e o consumo

A realidade social brasileira pode ser analisada tendo em vista os parâmetros que sustentam a sociedade capitalista: valores e consumo. Esperar que o padrão comportamental entre as diferentes classes seja convergido a uma mesma finalidade é, entretanto, demonstrar falta de coerência entre o que se pode ser e o que se deseja ser.

Evidencia-se através de dados o caráter consumista presente na população, principalmente se for levada em consideração a preocupação em ter bens materiais, como sendo este o meio de mostrar-se parte integrante de um grupo. Os hábitos, considerados inatos ao ser humano, são formados pelo convívio com o meio no qual o indivíduo está inserido. Este, por sua vez, exerce a função de agente na elaboração de valores a seguir. Construir a concepção de prioridades de consumo em ambientes onde prevalece o poder de persuasão da mídia é tarefa que exige muito mais que apenas conscientização. É preciso demonstrar autonomia suficiente para reagir ao senso comum.

Tomando como exemplos os dados de uma pesquisa recente, percebe-se claramente o desejo implícito de uma classe emergente e com chances de ascender a um patamar mais elevado de padrão de vida, que prioriza a aparência, ou seja, demonstrar pertencer a um grupo que não é o seu em vez de buscar condições para chegar até ele. A classe C, como se pode observar, busca igualar-se à classe média utilizando um pensamento que remete à falsa ideia de que comprar mais e usufruir do melhor é sinônimo de estabilidade financeira. O fato de casais ilustrarem a pesquisa demonstra a falta de planejamento a longo prazo; a preocupação destes que representam mais da metade da população do Brasil está presa apenas ao presente e à imagem que podem transparecer.

Buscar uma maneira de mudar esta visão distorcida do que é ideal e encontrar o caminho que leva ao consumo condizente com o poder de compra da população é como arriscar-se a andar na contramão da realidade. Contudo, a possibilidade existe e deve ser de melhor maneira explorada.

(Bruna Fernanda Suptitz, de Tapejara Aluna do 4º Ano do Curso Normal da E.E.E.B Nicolau de Araújo Vergueiro e vestibulanda de Jornalismo)

Construindo bases sólidas

Tapejara, 22 de novembro de 2009.
Domingo.
00h29min

Postagem relativa à:
Passo Fundo, 10 de novembro de 2009
Terça- feira.



Na aula de hoje, levei meus alunos pela primeira vez desde que iniciei o meu estágio até a brinquedoteca. Já havia lido algo sobre a sua importância no livro "Dibs em busca de si mesmo" (no momento não me recordo o nome da autora), mas até então não tinha me preparado para levá-los. Incentivada pela prô Ana, e devido ao fato de poucos alunos estarem presentes, decidi que aproveitaria a oportunidade.

Uma vez lá, sentei-me em uma pequena cadeira - o que me deixava mais a altura dos pequenos - e passei a observá-los. o interesse e a curiosidade em descobrir e explorar tudo que ali está presente é fascinante. Trata-se de um mundo de descobertas. Mas um fato em especial prendeu minha atenção...

Com uma caixa cheia de peças, as quais eu conheço por lego, duas crianças desligaram-se do mundo que as cercava e passaram a viver aquela brincadeira, e só. queriam construir uma casa grande, como as que estão acostumadas a ver no caminho para a escola. queriam montar um casa que fosse maior que eles.
As tentativas foram várias, os dois trabalharam em equipe durante todo o processo. E me chamavam para ver o resultado, queriam minha atenção, aprovação, admiração. Mas a obra não sustentava-se em pé por muito tempo. Bastava um sopro do vento vindo da porta, uma batida por descuido, e tudo o que estava em pé ia ao chão. Por que isso? Sem muito pensar, a menina e o menino reiniciavam o processo. Assim seguiram-se algumas entativas; em vão. No final, tudo desabava aparentemente sem causa.

Foi então que surgiu em minha mente a ideia deste relato. Nesta mesma ordem: primeiro, pensei em escrever sobre o que via. Depois, pensei no que escreveria, com detalhes. Por fim, julguei que antes de qualquer coisa, deveria conversar com os pequenos. E o fiz.

"Crianças, antes de começarem a construir a casa de vocês novamente, prestem atenção no que a Prô vai falar. Todas as estruturas que servem como base para a construção de alguma coisa, como a casa ou a escola, elas precisam ser sólidas, firmes. Desta maneira, o que estiver em cima delas não cederá com facilidade. De nada adianta vocês iniciarem a obra com apenas duas ou três peças e aumentarem esta quantidade em seguida, apenas para que a casa fique alta. É preciso e importante que ela esteja e firme, embora não seja tão alta. só assim poderão fazer uma casa que não cairá facilmente."

O resultado... Bem, foi justamente o esperado: Um construção firme e duradoura. É assim com a vida, e cedo ou tarde estes dois irão aprender. Todos eles irão aprender. Para tudo o que construímos, a bases precisam ser sólidas. Uma casa, um prédio, um relacionamento, um projeto pessoal, a realização profissional. É imprescindível que comecemos bem, que firmemos bem nossas escolhas em um solo firme (redundância) para ver os bons resultados daquilo que construímos.

Tanto esta, como qualquer outra escrita, deveria ter sido redigida - ou simplesmente rascunhada - no mesmo dia em que planejada. A emoção transmitida certamente seria maior.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Desejo



"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.


Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.


Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.


Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.


Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.


Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.


Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.


Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.


Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.


Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.


Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.


Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".


(Victor Hugo)

sábado, 31 de outubro de 2009

Real significado do trote universitário.


O texto que segue é de minha autoria, e com ele conquistei uma vaga na final do concurso RedAÇÃO ZH, realizado neste ano, entre os meses de março e maio. O tema da primeira etapa abordava a questão delicada que existe quando se trata de trote universitário. Substituir inteiramente as brincadeiras e bizarrices pelo (novo termo) trote solidário? E onde guardamos a essência deste ritual? Mas isso não significa de maneira alguma que agressões e humilhações sejam aceitas como parte do processo. Eis abaixo a minha singela opinião acerca do assunto:


Real significado do trote universitário.

   O trote universitário tem como objetivo, desde sua origem no século XIV até a atualidade, integrar calouros e veteranos. A essência da brincadeira para acolher os novos estudantes está em manter um ritual de passagem, de grande importância para aqueles que conseguiram vencer o vestibular e estão iniciando uma nova etapa da vida acadêmica.
   Tendo em vista que brincadeiras como cortar o cabelo, pintar o rosto, sujar-se, enfim, agradam aos novatos, em que ponto se encontram os problemas relacionados ao trote? Com conhecimento de fatos recentes, ouros nem tanto, é possível o questionamento de qual o real significado deste ato tão modesto: se faz necessária a humilhação moral ou a agressão física para demonstrar uma falsa soberania que alunos mais antigos da instituição pensam ter?
   Somando a pressão exercida pela sociedade sobre o vestibulando com o medo de ser obrigado a participar de brincadeiras com caráter vexatório, o estudante tende a sentir-se inseguro quanto ao que pode acontecer. E é então que surgem forças para sustentar o trote solidário, que além de contribuir com causas nobres da comunidade, tais como doar sangue, alimentos e realizar visitas a asilos ou creches, integram alunos e instituição de forma saudável e divertida ao mesmo tempo.
   Encontrar um meio termo entre o trote integração e o trote violento é demasiado difícil, pois sua conotação varia para cada pessoa. É preciso portanto buscar uma maneira de agregar as tradicionais brincadeiras ao trote solidário, de modo que este não se torne vazio de significado.

Bruna Fernanda Suptitz

A mulher banana - Martha Medeiros



  • A mulher banana

    Não sei se você já conhecia a Mulher Melancia e a Mulher Jaca. Eu só soube da existência dessas criaturas na semana passada. São duas dançarinas de funk que ganharam notoriedade por possuir quadris avantajados (respectivamente, 121cm uma, 101cm a outra). Essa é toda a história, com começo, meio e fim.

    Tem também a Mulher Rodízio, forma bem-humorada que a onipresente Preta Gil se autobatizou, justificando que ela tem carne pra todo mundo.

    Pois agora vou apresentar pra vocês a grande novidade desse mercado tão nutritivo: a Mulher Banana.

    A Mulher Banana, se tivesse um quadril de 120cm, correria três horas por dia numa esteira. Se isso não adiantasse, correria para uma mesa de cirurgia a fim de tirar uns cinco bifes de cada lado, porque ela considera bundão uma coisa muito vulgar. Faria isso por vaidade, pois acredita que, na prática, não faz a menor diferença para os homens se a mulher tem 90cm ou 120cm. Eu avisei que ela é banana.

    Essa questão da vulgaridade quase a deixa doente. Ela não se conforma de que a rafuagem ganhe tanto espaço na imprensa, incentivando um monte de menininhas a também rebolarem no pátio da escola. Ela morre de vergonha ao ver a mãe da Mulher Melancia dizer para um repórter que sente muito orgulho de ter uma filha vitoriosa. Ela se pergunta: pelamordedeus, não existe ninguém pra avisar essa gente que eles perderam o senso do ridículo? A Mulher Banana é totalmente sem noção, coitada.

    A Mulher Banana não se dá conta de que há pouco assunto para muito espaço na mídia. Não há novidade que chegue para preencher tanto conteúdo de internet, tanta matéria de revista, tanto programa de tevê, e é por isso que qualquer bizarrice vira notícia. Sem falar que, hoje em dia, tudo é cultura de massa, tudo é passível de análise para criarmos uma identidade nacional. Não, não, não pode ser!! Pode, Mulher Banana.

    A Mulher Banana, como o próprio nome diz, é ingênua, inocente, tolinha. Ela acredita que o discernimento nasceu para todos e que ser elegante vale mais do que ser ordinária. É boba, mesmo. Não no mercado das mulheres hortifrutigranjeiras, minha cara. Aliás, mercado ao qual você também pertence. Banana.

    A Mulher Banana ainda se choca com certas imagens, com certas fotos. Não que ela não acredite no que está bem diante do seu nariz (já sondei e não tem parentesco algum com a Velhinha de Taubaté). Ela vê, ela sabe, ela está bem informada. Só que não consegue tirar isso pra piada, não leva na boa, não passa batido: ela é tão banana que se importa!!

    Aviso desde já que a Mulher Banana não tem empresário, não posa para sites eróticos, não dá entrevistas e muito menos aceita sair de dentro de um bolo gigante usando só um tapa-sexo. Ela é banana. Vai morrer sem dinheiro, só é rica em potássio. E não pense que é movida à inveja. Se fosse, invejaria a bundinha da Gisele Bündchen, que também andou à mostra esta semana e tem um tamanho bem razoável. A Mulher Banana, tadinha, ainda sonha com um padrão estético razoável e um comportamento social menos nanico. Não pode ser brasileira! Mas é, conheço-a como a mim mesma.

Martha Medeiros

13 de abril de 2008.

sábado, 24 de outubro de 2009

Chalita no umbigo do furacão

(este texto foi retirado de http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/ e é de autoria de Padre Joãozinho)

Chalita no umbigo do furacão

Acordo nesta sexta sabendo das notícias políticas de ontem. O PSDB pretende ”caçar” o mandato do Chalita. Dizem que foram eles quem deram o mandato a ele. Será? E os milhares de eleitores que fizeram dele o vereador mais votado da história de São Paulo? Tudo isso porque mudou de partido por não concordar com a política educacional de José Serra. Depois de uma quinta-feira de debates tão importantes é impressionante ver o Chalita ao vivo no programa do Pe. Fábio, sem fazer sequer uma referência ao fato. Mas eu faço. Debate é sempre saudável. Parece que as forças políticas que determinarão a eleição presidencial do ano que vem já estão em forte interação. E Chalita está no umbigo do furacão. O santo que celebramos hoje foi governador e juiz antes de se tornar sacerdote. Chalita tem chance. Pode ser governador e depois… quem sabe padre! Brincadeiras sérias à parte… o PSDB perdeu uma chance de ficar calado. O PT não precisa defender Chalita. Ele tem voz e vez. Tem personalidade serena e forte. Não se iluda com o sorriso leve e permanente. As portas se abrem e o mundo se inclina diante de um homem que pensa. E aí está um deles!

sábado, 17 de outubro de 2009

A problemática dos ponteiros do relógio - Parte II



O relógio da parede da minha sala de aula parou. Isso é gravíssimo!

E agora? O tempo também parou?

pôô... isso que' dize' que a gente não vai po requeio???"

E outras questões mais. Então, algumas explicações se fazem necessárias:

* Vocês terão recreio sim.

* Meus anjos, o tempo não parou, só o relógio da parede da sala de aula. Deem uma olhada no relógio do celular da prô (isso porque o relógio de pulso da prô também parou de funcionar). Ele continua funcionando. É só o da parede que parou.

* Não, isso não é grave. Uma pilha nova resolve o problema.

É verdade... O tempo não pára / Não pára não...

(Usarei o acento diferencial de para preposição e para verbo até o último dia possível.)

domingo, 4 de outubro de 2009

Diálogo

Diálogo registrado algumas semanas atrás:

Bruna Fernanda: Estou cansada, não tenho tempo disponível para realizar as atividades...

Natasha: Como assim não tem tempo? O que você faz da meia-noite às seis da manhã? Dorme, Bruna Fernanda? Que desperdício de tempo!

(dormir é bom. não dormir é ainda melhor)